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Governo do Rio sugere dessalinização da água do mar para amenizar seca

Governo do Rio sugere dessalinização da água do mar para amenizar seca

Com o intuito de reduzir os impactos causados pela crise hídrica seca que assola grande parte do país, o governo do Estado está visando discutir projetos com pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Nos próximos dias, o governador Luiz Fernando Pezão também vai receber técnicos de Israel e da Espanha para discutir projetos de dessalinização da água do mar.

O governo deve enviar à Alerj, até o fim deste mês, um projeto de lei que prevê a implementação de uma política de reúso de água pelas empresas instaladas no Estado do Rio.

O governo também ressalta que a prioridade é o abastecimento humano e que não haverá sobretaxa de água. O Rio de Janeiro já possui um sistema tarifário que beneficia quem consome menos.

BARRAGEM DE SANTA CECÍLIA TEM VAZÃO REDUZIDA ATÉ 28 DESTE MÊS 

A Agência Nacional de Águas (ANA) determinou a redução temporária, até o dia 28 deste mês, do limite mínimo de vazão à barragem de Santa Cecília, no Rio Paraíba do Sul, que abastece a região metropolitana do Rio de Janeiro, de 190 metros cúbicos por segundo (m³/s) em Santa Cecília para 140m³/s, devido à seca que atinge a Região Sudeste.

Segundo a agência, para a redução, considerou-se a importância de preservar os estoques de água disponíveis no reservatório equivalente da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, composto pelos reservatórios de Paraibuna, Santa Branca, Jaguari e Funil, em face da atual desfavorável situação hidrometeorológica pela qual passa a bacia.

Conforme a decisão da ANA, a redução de vazão à barragem de Santa Cecília será acompanhada de avaliações periódicas dos impactos que a medida poderá ocasionarnos diversos usos da água feitas pela própria agência, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pelo governo do Rio de Janeiro.

A agência decidiu ainda prorrogar até o próximo dia 28 a redução da saída de água dos reservatórios de Sobradinho e Xingó, no Rio São Francisco, de 1.300m³/s por segundo para 1.100m³/s, em virtude da seca que atinge a região.

De acordo com resolução publicada nesta segunda-feira (02/02) no Diário Oficial da União, a medida, que vem sendo adotada desde abril de 2013, considera a importância dos reservatórios de Sobradinho, Itaparica (Luiz Gonzaga), Apolônio Sales (Moxotó), Complexo de Paulo Afonso e Xingó, para a produção de energia do Sistema Nordeste e para o atendimento dos usos múltiplos da Bacia do São Francisco.

Ainda conforme a resolução, a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) estará sujeita à fiscalização da ANA e deverá apresentar documentos relativos à operação dos reservatórios. A empresa também deverá dar publicidade das informações técnicas aos usuários da bacia e ao Comitê de Bacia durante o período de vazões defluentes mínimas reduzidas.

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